Delegado procura a PF e denuncia chefe da Polícia Civil do ES por suspeita de coação a testemunha
Chefe da polícia é denunciado à PF por suspeita de coação a delegado O delegado José Darcy Arruda, chefe da Polícia Civil do Espírito Santo, foi denunci...
Chefe da polícia é denunciado à PF por suspeita de coação a delegado O delegado José Darcy Arruda, chefe da Polícia Civil do Espírito Santo, foi denunciado à Polícia Federal por suspeita de coação à testemunha. A notícia-crime foi apresentada pelo delegado Alberto Roque Peres. O documento cita outros crimes, como denunciação caluniosa, abuso de autoridade, prevaricação e obstrução de investigação de organização criminosa. Alberto Roque Peres já prestou depoimento em uma investigação federal. O material também foi enviado ao Ministério Público do Espírito Santo. O chefe da PC nega as acusações (leia mais abaixo). As informações foram publicadas com exclusividade pela colunista Vilmara Fernandes. 📲 Clique aqui para seguir o canal do g1 ES no WhatsApp Em entrevista ao programa Fantástico, da TV Globo, Alberto confirmou informações passadas por um criminoso que apontou um policial civil como "o maior traficante do Espírito Santo". Mas, antes de a reportagem ser exibida, Arruda informou nas redes sociais que o delegado seria investigado pela Corregedoria da Polícia Civil. O chefe da PC também afirmou que a corporação desconhecia as informações repassadas à Polícia Federal. Na sexta-feira (27), uma investigação interna foi formalizada. O comunicado foi assinado por Arruda e enviado ao corregedor-geral Roberto Fanti de Resende. O documento solicita a apuração das medidas adotadas por Alberto. Delegado José Darcy Arruda, chefe da Polícia Civil do Espírito Santo Reprodução/TV Gazeta LEIA TAMBÉM: PROMESSA: Museu do Cais das Artes é inaugurado após 16 anos em complexo cultural de R$ 315 milhões inacabado no ES VILA VELHA: Mulher é presa ao ser flagrada abandonando bebê dentro de um buraco Alberto, por sua vez, afirmou que a notícia-crime enviada à PF classifica a medida adotada por Arruda como retaliação. O documento diz que a ação seria uma reação à colaboração do delegado com a investigação federal e que poderia comprometer a segurança de testemunhas. O texto também aponta quebra de sigilo. O depoimento de Alberto para o Fantástico ocorreu sob confidencialidade, mas o nome dele acabou sendo citado por Arruda em entrevista à TV Gazeta. Assista a entrevista aqui. A investigação tem relação com a Operação Turquia, conduzida pelo Gaeco, do MPES, em conjunto com a Polícia Federal, por meio da Ficco-ES. A operação apura a atuação de policiais do Departamento Especializado em Narcóticos (Denarc) e de traficantes ligados a facção criminosa. Eles são suspeitos de desvio e comercialização de armas e drogas apreendidas. Entre os investigados está o policial Eduardo Tadeu Ribeiro Batista da Cunha, conhecido como Dudu. Segundo o documento, indícios de irregularidades envolvendo o agente foram comunicados à Corregedoria desde 2017. Eduardo Tadeu, investigador da Polícia Civil apontado como o maior traficando do Espírito Santo. Ele desviava e vendia drogas apreendidas em operações policiais Reprodução/TV Gazeta O outro lado Em nota, Arruda afirmou que não tentou coagir o delegado. Disse que a intenção foi convidá-lo a apresentar documentos citados no depoimento à Polícia Federal. Arruda também informou que pediu à Corregedoria levantamento de investigações envolvendo Eduardo Tadeu e solicitou o desarquivamento de documentos antigos. Arruda declarou ainda que não conhecia o policial pessoalmente. O delegado Alberto e o advogado Fábio Marçal não comentaram o caso. A defesa de Eduardo Tadeu também não se manifestou. Vídeos: tudo sobre o Espírito Santo Veja o plantão de últimas notícias do g1 Espírito Santo